terça-feira, 27 de abril de 2010

Serenidade


Ao som de um piano
Juntinho às águas do mar
O por do sol como amante
Sitio ideal para sonhar

Descalça na areia húmida
Um ser vai caminhando
Robustez exterior
Mas por dentro chorando

Olhando o infinito
Espera algo chegar
Sem saber o que procura
Só lhe apetece gritar

No desdobrar de cada onda
Um conforto suave existe
É murmurar dizendo
-Não te deixo ficar triste.

Junto das águas calmas
Deixo a magoa afogada
Na fúria do mesmo mar encontro
Serenidade, e me sinto beijada

Na contradição de sentidos
Um coração, fala calado
A alma geme gritando
Não me deixes abandonado...

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